De 18 à 22 de novembro, O Sesc Sergipe promove a III Mostra Sesc de cinema, um evento nacional que tem como objetivo promover a difusão do circuito cinematográfico brasileiro, sendo uma iniciativa de valorização da produção audiovisual no país. Lançada em 2017, a mostra conta com representantes de todas as regiões, procurando ampliar o acesso da população a uma filmografia que expresse a diversidade da produção contemporânea.

Neste ano, a mostra veio com uma proposta diferente: um panorama nacional (32 filmes), regional (24 filmes) e infanto-juvenil (10 filmes). Outra peculiaridade da mostra é incluir filmes das 5 regiões do país. Em Sergipe, os filmes são exibidos no Sesc Centro e no Cine Vitória, parceiro da instituição. A média é de 3 sessões diárias, que são gratuitas e tem conteúdo para todas as idades. Além da exibição das obras, algumas sessões contam com debates e com a presença dos idealizadores dos filmes.

De acordo com Clarissa Barros, jornalista de audiovisual do Sesc Sergipe, a mostra atende as redes públicas de ensino e as turmas do Senac Sergipe, sendo um importante instrumento na disseminação do acesso democrático ao cinema.

“Esse ano é muito especial para a gente porque temos 3 filmes de Sergipe sendo veiculados: Aurora, da Everlane Morais; Clandestino, de Baruch Blumberg e Alice, de Dominique Mangueira. A missão do Sesc é fugir do cinema tradicional com o qual estamos acostumados e dar visualização à obras que normalmente não encontram um espaço de exibição”, explica a jornalista.

A sessão desta quinta-feira (21) no Cine Vitória contou com a presença da idealizadora do filme Alice, Dominique Mangueira, que interagiu com o público no espaço.

“Ter meu filme dentro da mostra do Sesc é uma experiência incrível, principalmente porque a Mostra Sesc trouxe-o para o Cine Vitória, um cinema, um lugar onde eu não esperava ter o meu filme exibido. Fico muito feliz”, relata a realizadora.

A sala estava cheia e o público foi variado. O professor José de Oliveira Santos, de 58 anos, soube da mostra pelo facebook e logo quis comparecer.

“Achei ótimo ter acesso a filmes que não estão no circuito comercial e tem uma cara nossa, sergipana. É uma maneira de sentir a força da nossa cultura e criação, que não é muito valorizada.  Estou cansado das mesmas imagens, das mesmas cores, dos mesmos sons, tem que inovar”, disse o professor.