Sesc promove projeto “Tradições em Movimento: Visões Negras”


Publicado em : 22/11/2019 | por Núcleo de Comunicação e Marketing Fecomércio/Sesc/Senac | Agência Comércio | Atualizado em: 22/11/2019



Cores vibrantes, som envolvente e muita arte. Assim foi o projeto “Tradições em Movimento: Visões Negras”, que aconteceu nesta quinta-feira (21) na unidade do bairro Siqueira Campos do Sesc Sergipe.

O evento deu-se em alusão ao dia Nacional da Consciência Negra, comemorado no Brasil no dia 20 de novembro. O supervisor de cultura do Sesc Siqueira, João Bosco, enfatiza a relevância da realização do projeto.

“O evento é importante para entender que quando se tem um dia voltado para a consciência negra, existe a necessidade de que estejamos o tempo todo pontuando que as vidas negras importam, já que, no passado, o nosso país foi injusto com o povo negro”, expressa o coordenador.

Na programação, que foi das 14h às 17h, foi incluída uma palestra sobre a saúde da mulher negra, ministrada pela jornalista e professora Maria Angélica; uma instalação artística e uma roda de samba raiz.

A palestra sobre saúde da mulher contou com um público diverso e interativo. A professora Maria Angélica se mostrou disponível para tirar dúvidas e trocar conhecimento com a população presente. A docente elogiou a equipe do Sesc por promover um evento de grande relevância.

“Esse evento engloba um trabalho em torno de uma data, de uma historicidade e de uma hierarquia social e história. A integração desses elementos culturais e coletivos presentes hoje é vital para a saúde social do ser humano”, disse a professora.

Arte que transforma

O samba de raiz foi escolhido como apresentação musical pela sua relevância dentro da cultura negra e pela força da sua mensagem, passada através da música e da dança. A cantora Maíra Felix mostrou-se extremamente contente em participar da comemoração e reconhece a importância do projeto.

“O evento tem uma importância suprema, principalmente nesse momento onde estamos buscando cada vez mais nossa força na nossa identidade como negros e indivíduos da sociedade que tem voz, palavra e representatividade. O fato de o evento acontecer no Sesc tem grande valor, já que ele é frequentado por pessoas de todas as idades e raças”, disse a cantora.

Um dos destaques do evento foi a instalação artística itinerante “Vozes Negras: uma questão de identidade”, produzida de forma colaborativa por um grupo de artistas diversos, como poetas, pintores, ilustradores e grafiteiros.

Uma das artistas que trabalhou na instalação foi a poeta sergipana Letícia França, de 22 anos. Letícia usa a palavra como ferramenta de arte, educação e expressão em espaços variados, como escolas, praças e eventos. A sua principal temática é a vida da mulher negra. Para Letícia, o evento é de extrema significância.

 “O Sesc tem a capacidade de atingir várias idades, desde a juventude até a maior idade. É importante falar sobre a negritude para esse público, para aqueles que já estão na terceira idade não esquecerem onde estão e os que estão chegando agora lembrem de onde vieram” exprimiu a poeta.


Autor : Núcleo de Comunicação e Marketing Fecomércio/Sesc/Senac | Agência Comércio
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